A BÍBLIA E O CEMITÉRIO

 

A Bíblia Sagrada relata situações exemplares sobre o delicado momento da escolha do local de enterramento de um familiar. Abraão lamentava e chorava a morte de Sara, sua mulher, mas teve de deixá-la para providenciar onde sepultá-la (Gn 23.2-20). Dirigindo-se aos filhos de Hete, pediu-lhes interceder em seu nome junto a Efrom para dele adquirir o local de sua escolha “Macpela ... no extremo de seu campo”, insistindo no pagamento do devido preço. Efrom respondeu a Abraão dizendo ser de 400 siclos de prata o preço do campo e da caverna nele existente. Abraão, a seguir, pesa-lhe a prata e, diante dos filhos de Hete, vê confirmado seu direito de posse de Macpela, em Hebrom. Depois, aí sepulta Sara.

Com o tempo, a Sara vieram juntar-se o próprio Abraão e, em seqüência, Isaque, Rebeca, Lia (Gn 49.31) e Jacó (Gn 49.29), aquele que fizera José, seu filho, jurar trasladá-lo do Egito para junto de seus pais. Também José, filho de Jacó, fizera jurar os filhos de Israel sobre o traslado de seus ossos para junto dos seus (Gn 50.25) , o que foi cumprido, a seu tempo, por Moisés (Êx 13.19). Os ossos de José receberam o repouso final no campo de Siquém, que Jacó comprara aos filhos de Hamor, por 100 peças de dinheiro (Gn 33.19).

Estas citações bíblicas realçam claramente o extraordinário apelo dos valores simbólicos associados ao local que recebe, hospeda, guarda e conserva a lembrança dos antepassados e parece ser o grande depositário da carga emocional ligada à identidade e à memória da sociedade. Coincidentemente, ressalta, também, a permanência dos valores de então, após tantos séculos passados, com os valores atuais dos modernos cemitérios parques à semelhança de Macpela, “o campo, ... e todo o arvoredo que nele havia ... “ e que tanto cativou Abraão.

No Parque Paraíso, a variedade de matizes do verde das árvores e da grama, do azul do céu e das montanhas ao fundo, compõem uma paisagem de grande beleza natural que faz contraponto ao seu estilo singelo, despojado de ostentação, cheio de calma força evocativa, que define a tranqüilidade do local, sugere o recolhimento, inspira a paz interior e convida à serenidade, trazendo à lembrança a imagem de Macpela.

Preservar os vínculos com os antepassados é, portanto, conservar e manter a identidade que nos distingue e torna perene a memória dos que vieram antes e já não mais estão conosco. É um exemplo de dedicação e de respeito a essa memória. É uma afirmação de fé e humanidade.

 05/07/2011 22:36

CÓDIGO DE ÉTICA

  Está em fase final de elaboração o Código de Ética dos Cemitérios Particulares do Brasil, patrocinado pela Comissão Nacional de Auto-Regulamentação, no âmbito do programa de exce...   Leia mais

 06/07/2011 17:35:10

A ECOLOGIA E O PARQUE

  O respeito ao meio ambiente e a sua preservação é pressuposto do desenvolvimento sustentado, no Parque Paraíso. O rigoroso cuidado de todas as horas com o meio ambiente é uma rotina firmemente estabelecida em nos...   Leia mais

 07/07/2013 17:39

A BÍBLIA E O CEMITÉRIO

  A Bíblia Sagrada relata situações exemplares sobre o delicado momento da escolha do local de enterramento de um familiar. Abraão lamentava e chorava a morte de Sara, sua mulher, mas teve de deixá-la para providen...   Leia mais

 05/07/2011 22:36